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Na área de pesquisa, a ETAPAS vem desenvolvendo trabalhos voltados principalmente para três linhas distintas: diagnósticos socioeconômicos de áreas e comunidades, políticas públicas e canais institucionais (possibilitando uma avaliação do funcionamento e desempenho de ambos) e juventude. Com as pesquisas, a instituição consolidou a sua linha de atuação junto às comunidades. Estes instrumentos além de facilitarem o entendimento da realidade das comunidades e indicarem qual a melhor forma de intervenção, também promovem o debate a respeito das políticas públicas. A pesquisa foi o ponto de partida de diversas ações institucionais, contribuindo com a produção dos jornais, dos programas das rádios, dos debates nas comunidades e da formação dos quadros técnicos e políticos. A metodologia participativa desenvolvida pela ETAPAS é uma característica marcante das capacitações em pesquisa promovidas pela instituição, especialmente com relação à juventude. O resultado do levantamento de dados é geralmente trabalhado em publicações com linguagem acessível ao público envolvido na atuação da ETAPAS. As informações produzidas têm orientado as práticas institucionais, norteando as relações entre entidades sociais e poder público.
Nas três linhas de pesquisa alguns trabalhos podem ser destacados:
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A produção de instrumentos de comunicação é uma marca da ETAPAS nos espaços de atuação. Os jornais e publicações são elaborados num processo democrático de construção, abordando temas relativos a Juventude, Reforma Urbana e Controle Social, através das discussões com os(as) atores(atrizes) sociais envolvidos no trabalho da instituição.
Outra vertente incorporada pela ETAPAS na linha de comunicação foi a produção de vídeos temáticos, em linguagem mais voltada para as camadas de baixa renda, além de vídeos que mostram a realidade das comunidades, seu desenvolvimento, características e moradores.
A ETAPAS atuou na produção de instrumentos de organização comunitária como o Jornal Folha nos Bairros e os Jornais Populares, atualmente organizados em rede, através da REJOPE - Rede de Jornais Populares. Além deles, houve uma atuação direta de assessoria às rádios comunitárias da Região Metropolitana de Recife, e a produção de um programa chamado Na Boca do Povo, que era veiculado em uma rádio comercial chamada Rádio Capibaribe.
Todo esse movimento em torno das rádios originou, inicialmente, o Fórum de Rádios Populares de Recife, que logo depois passou a ser o Fórum da RMR, e posteriormente passou à Associação de Rádios Populares de Pernambuco (ARPPE), organização que vem cumprindo com o papel articulador e de incentivo à democratização da informação.
Confira aqui as publicações produzidas
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Capacitação para a prática social e para o trabalho
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Com Capacitação, a ETAPAS trabalha no sentido de preparar e qualificar as lideranças comunitárias populares e os(as) jovens para intervirem na discussão e proposição de políticas públicas, na melhoria de suas organizações locais e na compreensão de temáticas atuais. Na atuação junto à juventude, a ETAPAS prioriza também a capacitação na perspectiva da qualificação para uma melhor inserção no mundo do trabalho e da geração de renda no âmbito da Economia Popular e Solidária.
Entre as capacitações realizadas destacam-se:
Realização de um programa de capacitação envolvendo ONGs e representantes de entidades populares, na perspectiva do fortalecimento institucional destas entidades, trabalhando conteúdos relacionados a elaboração de atas, relatórios, elaboração de projetos, comunicação, contabilidade e uso da informática e Internet.
Cursos e oficinas que têm como objetivo contribuir para uma intervenção mais qualificadas e propositiva dos atores(atrizes) sociais nos espaços de discussão e construção de políticas públicas.
Programa de formação preventiva, de longa duração, com jovens vindos(as) de áreas de baixa renda, especialmente das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), visando a inserção deles(as) na dinâmica associativa comunitária e nos espaços (conselhos e fóruns) que discutem questões relativas a juventude e reforma urbana.
Programa de formação que contempla habilidades identificadas em oficinas com os(as) jovens aplicando-as em atividades voltadas para o fortalecimento do artesanato local, formação como educador(a) social, pesquisador(a) e capacitação em informática como instrumento no trabalho.
- Formação para a convivência e preservação do meio ambiente
Programa permanente de capacitação (seminários, oficinas, campanhas), envolvendo sobretudo jovens, que busca estimular a ação em favor da preservação ambiental e sensibilizar sobre a necessidade de uma relação equilibrada e responsável entre os(as) cidadãos(ãs) e o meio ambiente.
Atividades de formação realizadas em parceria com outras instituições que integram o Coletivo de ONGs do Plano de Regularização de Zonas Especiais de Interesse Social (PREZEIS), abordando temas de gestão, regularização urbanística e fundiária.
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